RMVale tem queda na criminalidade nos últimos 3 anos, mas segue líder da violência em SP

Gestão de Doria e Garcia derruba indicadores, mas não tira região da liderança da violência

Líder. RMVale segue com a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes de todo o estado (Divulgação)

O Vale do Paraíba registra queda em sete dos 10 principais indicadores que medem a violência no estado nos últimos três anos e quatro meses, de acordo com dados oficiais da SSP (Secretaria de Estado de Segurança Pública).

Desde o início da gestão do ex-governador João Doria e agora de Rodrigo Garcia, ambos do PSDB, a região tem reduzido os indicadores de criminalidade, mas ainda não saiu da incômoda liderança da violência em São Paulo.

Há 10 anos a RMVale tem a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes de todo o estado. Atualmente, o indicador do Vale é 14,45, bem acima do índice da Grande São Paulo (5,53), da capital (4,89) e da região de Campinas (6,18). A região que se aproxima do índice do Vale é Araçatuba, cuja taxa é 11,27.

A taxa aumentou durante a gestão de Doria e Garcia à frente do Estado. Em 2018, o Vale tinha 13,82 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, número que passou para 14,45 atualmente.

INDICADORES

Três dos 10 principais indicadores que medem a criminalidade no estado subiram na região durante a gestão tucana. A lesão corporal seguida de morte cresceu 109% comparando os últimos três anos e quatro meses com igual período anterior: 23 contra 11. Também o estupro de vulnerável cresceu 64% (1.811 ante 1.101) e o total de estupros aumentos 14% (2.386 a 2.085).

O lado positivo foi que sete quesitos tiveram queda durante o governo Doria/Garcia. O principal deles, o número de vítimas de homicídio, caiu 10% (1.115 contra 1.242), os demais também reduziram: roubo de carga (-26%), furto de veículo (-41%), roubo de veículo (-42%), roubos (-44%), vítimas de latrocínio (-54%) e roubo a banco (-64%).

O desafio do próximo governador de São Paulo é reduzir os homicídios na RMVale e, consequentemente, a taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, que está na categoria de “zona epidêmica” na região, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Por Xandu Alves | OVale

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