Vereador e médico registram boletins de ocorrência após discussão em frente a UPA Central em Taubaté

Um médico e um vereador registraram boletins de ocorrência após discutirem em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central em Taubaté (SP). O desentendimento ocorreu após o atendimento a uma paciente com suspeita de Covid-19 nesta quarta-feira (3).

De acordo com os relatos, a paciente estaria assintomática e após uma consulta com o médico, pediu para fazer um teste para a doença para apresentar no trabalho, já que ela tem parentes que testaram positivo. Pelo protocolo estabelecido pela secretaria estadual de saúde, o teste não é feito em pacientes assintomáticos.

De acordo com o médico, o hospital emite atestado pelas horas que a pessoa esteve no local para atendimento. A paciente então acionou o vereador para pedir ajuda e fazer um teste e o parlamentar teria ido á unidade de saúde reclamar.

No boletim registrado pelo médico na Polícia Militar, consta que funcionários avisaram que o vereador estava na recepção da UPA Central e que o parlamentar teria dito que o profissional seria obrigado a fazer o teste de Covid, que teria alterado o tom e feito ameaças ao médico.

“O vereador chegou lá e pediu que fizessem o exame nela. Ele foi exigir que fizessem o exame. Falaram para ele que não iriam fazer. Ele falou que iria ligar para superiores. Quando fui conversar, disse a ele que o parlamentar tem que pensar no coletivo e não ficar atuando em casos específicos. Aí ele começou a descompensar, veio para cima, encostou cara a cara comigo”, disse o médico Lucas Azevedo.

O médico é o mesmo profissional que discutiu outro vereador em outubro após o parlamentar invadir a UPA.

O que diz o vereador

O vereador Adriano Coletor Tigrão (Cidadania) disse a reportagem que foi chamado pela moradora porque a família dela está com covid e ela precisava de um teste para apresentar no trabalho.

Ele disse que foi ver o que poderia fazer e, chegando na UPA, a paciente foi orientada a ir ao posto da Independência, onde ela fez o teste rápido.

“Fiquei ali fora da UPA Central e ele (o médico) saiu com o celular na mão dizendo que eu não deveria estar lá, que eu deveria estar na câmara. Em nenhum momento critiquei o trabalho dele. A GCM e a PM foram chamadas e eu não entendi nada”, disse o vereador.

Ele também fez um BO contra o médico. Segundo a prefeitura, a paciente foi orientada a procurar atendimento na UBS, porém durante o atendimento ela não mencionou que precisava do teste para o trabalho, apenas mencionou que o caso dela se tratava de contato domiciliar de paciente com teste positivo para Covid.

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