Rodrigo Pacheco defende desenvolvimento alinhado às regras ambientais

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Acir Gurgacz (PDT-RO), e as senadoras Katia Abreu (PP-TO) e Eliziane Gama (Cidadania-MA, com o representante do governo da China, na COP 26
Foto: Divulgação/Facebook Senadora Eliziane Gama

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu nesta segunda-feira (8) o processo de desenvolvimento econômico alinhado às regras ambientais. Ele participa da COP 26 — Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve início em 31 de outubro e prossegue até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Pacheco está na companhia dos senadores Jaques Wagner (PT-BA), Acir Gurgacz (PDT-RO) e da senadora Katia Abreu (PP-TO), que presidem, respectivamente, as comissões de Meio Ambiente (CMA), de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Também participam do encontro os senadores Jean Paul Prates (PT-RN), Fabiano Contarato (Rede-ES), Giordano (MDB-SP), Irajá (PSD-TO) e a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

O primeiro compromisso de Pacheco na conferência ambiental foi um encontro com o alto representante do governo da China, responsável pela questão das mudanças climáticas.

— Conversamos muito a respeito da importante parceria que existe entre o Brasil e China em diversos aspectos de desenvolvimento. E Brasil e China têm a plena compreensão que este processo de desenvolvimento precisa estar alinhado com as regras ambientais. E a China tem nos auxiliado dentro da lógica de que o Brasil, para ter o desenvolvimento e para preservar nossas florestas e nosso meio ambiente, precisa se valer dos investimentos necessários para isso — afirmou.

Pacheco lembrou que esses investimentos estão previstos no Acordo de Paris como obrigação dos países desenvolvidos para que o Brasil tenha condições necessárias para o implemento de políticas ambientais.

— O fato é que há uma consciência no Brasil hoje da necessidade da preservação ambiental, que vem da sociedade brasileira. Todos sabem que nosso desenvolvimento industrial e nosso desenvolvimento no agronegócio precisam estar alinhados com as regras ambientais. Para isso, precisamos fazer nossas exigências junto à comunidade internacional, que são os investimentos próprios nesse grande acordo para salvar o planeta. Isso passa pela ajuda a esse país em desenvolvimento. Portanto, esse primeiro encontro com o alto representante da China foi muito proveitoso, dentro da linha de que nós temos que estabelecer essa cooperação reciproca com um importante parceiro comercial nosso, que é a China — afirmou.

Combate ao desmatamento                                             

Pacheco também esteve reunido com o embaixador do Reino Unido, John Hutton. No encontro, o presidente do Senado reconheceu que o desmatamento ilegal “é algo marginal, fora da lei” e lamentou que as leis ambientais sejam descumpridas por alguns.

— Portanto, esse comprometimento em reconhecer nosso problema e buscar soluções para resolvê-lo é importante nas relações bilaterais entre o Brasil e demais países. Mas, além desse reconhecimento, é muito importante, por outro lado, exigir que os países desenvolvidos cumpram aquilo que já foi acordado, que são os investimentos a países em desenvolvimento, como o Brasil, para que tenhamos aqui os recursos necessários para fazer frente a essas políticas de preservação do meio ambiente — afirmou.

O presidente do Senado reiterou que é preciso desenvolver a economia, a indústria e o agronegócio brasileiros com respeito ao meio ambiente e, sobretudo, permitir que as pessoas, especialmente aquelas da Amazônia, possam ter estímulo, inclusive de ordem econômica e financeira, para poder deixar a mata em pé.

— A mata em pé deve valer mais que a mata derrubada. Esse é o nosso desafio. E esse trabalho, nós temos que fazer a partir dessa relação com os demais países, de investimentos que possam ser feitos no Brasil. Portanto, é muito importante conversar sobre isso. E aqui é um ambiente justamente em que nós identificamos comprometimento de todos com o desenvolvimento, com a erradicação da pobreza, mas com respeito ao meio ambiente. É plenamente possível compatibilizarmos todos esses valores — concluiu.

Atividades marítimas

Durante a conferencia, o senador Jean Paul Prates visitou Egersund, na Noruega, que conta com um dos melhores portos naturais do país e é sede de dezenas de empresas voltadas para o mar.

Jean Paul Prates informou que teve uma reunião com Odd Stangeland, prefeito da cidade, a quem fez o convite para conhecer o Porto do Mangue (RN), a fim de tentar viabilizar que a cidade possa vir a sediar um centro de apoio para atividades marítimas e um sítio de testes para turbinas eólicas offshore, além de outras empresas de energia no mar, navegação e salvatagem (salvamento marítimo).

Por sua vez, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), durante reunião com representantes do governo da China, entre eles o ministro Xie Xhenhua, negociador do clima, apresentou relatórios de avaliação de políticas climáticas feitos pela CMA, além das prioridades da CRA para uma agricultura sustentável no Brasil.

Por Agência Senado

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