PF realizou operação para investigar suspeita de fraude na gestão da saúde em Piquete

Segundo investigação, entidade contratada para gerir o serviço fazia ‘quarteirização’ do serviço terceirizado e contratava empresas ligadas aos donos da OS.

Foto: Divulgação/ Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (11) uma operação para investigar a suspeita de fraude na administração da saúde em Piquete. De acordo com a PF, há indícios de irregularidades no contrato entre a prefeitura e a Organização Social (OS) Pró-Vida, responsável pela prestação do serviço.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e medidas restrição de bens na casa de dois representantes da empresa em São Paulo, pela operação chamada de “Equidna” (mamífero similar ao porco-espinho, mas que bota ovos e tem hábitos noturnos).

A entidade foi contratada para gerir o atendimento em saúde de 2014 a 2019, mas a investigação apontou que a OS praticava a “quarteirização” do serviço terceirizado, porque não tinha recursos humanos ou materiais para executar o contrato como previsto.

De acordo com a PF, os contratos para realização de serviços eram feitos com empresas que pertencem aos dirigentes da organização ou sem a atuação específica exigida.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a mesma OS é investigada na operação Nácar, que resultou na prisão do prefeito de Guarujá, no litoral sul paulista, em setembro.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Piquete informou que “até o momento, essa nova administração não teve ciência dos méritos ou dos andamentos processuais referentes”.

A reprtagem tenta contato com a Pró-Vida, mas nenhum responsável pela empresa foi localizado até a publicação da matéria.

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