Polícia Civil de São José dos Campos desvenda crime de homicídio ocorrido em fevereiro deste ano no Residencial de Ville

A Polícia Civil de São José dos Campos desvendou um crime de homicídio ocorrido em fevereiro deste ano no Residencial de Ville, na zona sul da cidade. Na ocasião, um homem foi morto dentro de um Uber com um tiro dado pelo teto.

As investigações levaram a uma intriga romântica envolvendo marido, mulher e um ex-namorado dela.

N. e JR. mantêm um relacionamento há mais de 20 anos e possuem duas filhas. Em meados de 2016, o casal se separou por um tempo. Na época, N. envolveu-se com um colega de trabalho, JB. A mulher disse à polícia que o relacionamento foi uma “aventura”.

O namoro não prosperou e N. reatou com o marido. Porém, segundo a polícia, JB. não aceitava o fim do relacionamento com a colega de trabalho e passou a mandar mensagens constantes para ela.

O marido resolveu confrontá-lo e, segundo depoimento, JB. teria feito ameaças a JR., mas se conformado com o fim do caso e assumido que as investidas cessariam.

MENSAGENS

No entanto, dois dias antes do crime, JB. enviou novas mensagens para N., que teriam sido ignoradas.

No dia do crime, por volta das 17h, JR. mentiu à esposa que levaria o carro para lavar quando o verdadeiro motivo era de ter se passado por ela para marcar, por meio de mensagens de texto, um encontro com JB.

A ideia era dar um tiro para o alto, por cima do carro do ex-namorado, para que ele parasse os contatos com a esposa.

Contudo, a brincadeira não saiu como o marido esperava, como revelam imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores.

ENCONTRO

JR. fingiu se passar pela mulher e marcou o encontro com JB., que pediu um Uber para ir até o local marcado. Chegando lá, ele recebeu outra mensagem supostamente da ex-amante mudando o endereço.

Armado de um revólver calibre 38, segundo a polícia, JR. desembarcou de um carro em movimento ao lado do Uber em que estava JB. O motorista percebeu a manobra e tentou fugir, mas JR. disparou o revólver na direção do teto do carro e fugiu. Ele alrgou que fez o disparo “a esmo”, para “assustar” a vítima.

O tiro passou pelo teto do Uber e atingiu JB. na cabeça, matando-o quase que instantaneamente.

UBER

O motorista relatou que, ao ouvir o disparo, acelerou e tentou fugir. Ele dirigiu até uma rua próxima e pediu ajuda, mas JB. já estava morto no banco do carona.

A arma utilizada no crime não foi apresentada pelo indiciado, segundo a polícia. JR. alegou tê-la descartado em uma área verde próxima à residência, não dando referências sobre o local. Com isso, o revólver não foi localizado.

O autor foi denunciado pelo Ministério Público por crime de homicidio. A Justiça decidiu que JB. pode responder ao processo penal em liberdade.

Crime. Detalhe do atirador antes de atirar no Uber e atingir a vítima na cabeça (Reprodução)

Fonte: O Vale

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