Lucas Penteado defende aulas de identidade de gênero nas escolas para frear suicídio entre jovens: ‘Eu mesmo perdi uma amiga’

Foto: @DANIELSOARESPHOTO / Karla Boughoff

Em apenas 13 dias de confinamento, Lucas Penteado, de 24 anos, deixou sua marca na história do “Big Brother Brasil’’.

Depois de dar um beijaço no participante Gil do Vigor, o ator e vocalista da banda Triplxs, que mistura rock com poesia e slam, acendeu um debate sobre bifobia.

Hoje, passados mais de sete meses do episódio, Lucas, que está noivo de uma mulher, afirma estar cada vez mais bem resolvido com sua orientação sexual e, também, disposto a lutar contra todo tipo de preconceito.

Nesta data em que se celebra o Dia da Visibilidade Bissexual, o artista, que vai apresentar um programa sobre o funk paulista ‘O Fluxo’ no Multishow, com estreia prevista para novembro, fala sobre racismo, bifobia e miltância na periferia.

No “BBB’’, você sofreu bifobia por parte dos outros confinados. Mesmo dentro da comunidade LGBTQIAP+, a bissexualidade é vista como indecisão ou falta de coragem para se assumir homossexual. O que acha disso?

A parada que eu quero dizer pra todos é: deixa que cada um seja seu próprio fiscal de coração, de desejo e de emoção. E isso vai principalmente para a comunidade LGBTQIAP+, porque se todos nós que sofremos estivermos unidos, sofreremos menos. O discurso bifóbico deixa a comunidade muito próxima da heteronormatividade que impõe “caixinhas’’. Isso não cabe, não liberta. É preciso que estejamos unidos para sermos mais fortes.

Você “saiu do armário’’ no “BBB’’?

Minha sexualidade não era escondida. Meus pais desconfiavam. Todos os meus amigos sabiam, e eu só fazia questão de contar para as pessoas que me olhavam. Isso que é importante para mim. Eu já era livre para mim mesmo, e isso é libertador. Eu quebro o machismo por dentro, sabe? Eu não tenho o típico estereótipo LGBTQIAP+. Sou maloqueiro! Por isso, não sofria preconceitos. Minha sexualidade era visível de cara? Não era.

Por Jornal Extra

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