Homem condenado por matar esposa em São José dos Campos é procurado pela polícia civil

Crime aconteceu em 2015 e Giovanni Andrade, de 53 anos, recorria a condenação em liberdade, mas teve mandado de prisão expedido pela justiça.

Giovanni em foto com Cidinha: ele foi condenado por matar a esposa em São José dos Campos  — Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil faz buscas por Giovanni Andrade, de 53 anos, condenado por matar a esposa em São José em maio de 2015. O homem recorria da sentença pelo crime em liberdade, mas teve a condenação transitada em julgado – sem chance de recurso – e a justiça expediu mandado de prisão, mas ele não foi encontrado pela polícia.

O crime aconteceu em maio de 2015, quando a mulher de 49 anos foi morta após uma discussão com Giovanni, seu companheiro. À época, ele contou para a polícia que os dois entraram em luta corporal e que ela teria batido a cabeça no chão de forma acidental. Durante as investigações, no entanto, a polícia provou que a morte foi criminosa.

Cidinha Andrade foi morta pelo marido em São José dos Campos — Foto: Arquivo Pessoal

O homem foi a júri popular em agosto de 2018 e condenado a 14 anos de prisão por homicídio qualificado e feminicídio. Meses depois, ele decidiu recorrer da decisão pedindo a anulação do júri alegando que faltou transparência no trâmite do julgamento, com omissão ao quantitativo de votos dos jurados – o que, segundo a defesa, foi um ‘erro de procedimento’.

Apesar disso, o pedido foi recusado pela justiça que expediu mandado de prisão para Giovanni no dia 30 e julho. Desde então, ele é procurado pela polícia, mas segue foragido.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que segue nas buscas pelo homem e que quem tiver informações sobre seu paradeiro pode denunciar pelo 181, ou por meio do Web Denúncia, pela internet. Nos dois casos, a denúncia é sigilosa.

A reportagem procurou a defesa de Giovanni, feita pelo advogado Cristiano Joukhadar, que não quis comentar o caso.

Justiça

A filha do casal, Maria Luiza Andrade, disse que espera que a justiça seja feita.

“Eu e o meu irmão temos esperado o resultado desse processo há seis anos. No dia do julgamento ele chegou a ser preso, mas conseguiu recorrer em liberdade. A gente espera que ele seja preso, que pague pelo que fez.”, disse.

A família, que foi representada no processo pelo advogado Warley Lima, afirma que todos os endereços que Giovanni informou à Justiça não estão mais atualizados. “Parece que ele não está levando a sério a Justiça. Ao menos saber que ele foi preso e vai pagar seria uma forma de alívio para nós”, disse a filha.

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