Atriz e Diretora Alexia Annes faz uma análise sobre o boicote à arte durante a pandemia

Artistas na pandemia: um olhar diferenciado – “A arte acolhe a todos e quem acolhe os artistas?” Alexia Annes faz um ensaio com o fotógrafo João Sequeira e a maquiadora Camila dos Anjos.

Com toda a fúria e criatividade, a artista Alexia Annes protagoniza um ensaio fotográfico que chega como uma forma de protesto. Neste momento de pandemia, a artista, roteirista e diretora da produtora de audiovisual independente “Batom Produções”, traz nas fotos o coringa que existe dentro de todos os artistas.

Neste momento da pandemia, com políticas públicas que apontam a arte como vilã na sociedade brasileira, foi preciso se adaptar e se reinventar em novos formatos para continuar atuando no meio artístico, o que consequentemente levou milhares de artistas ao desemprego.

Mais uma entre os milhares de profissionais da arte pelo país, Alexia se encontra desde 2019 com todas as atividades culturais paradas e desenvolvendo projetos apenas no formato online. O objetivo do ensaio é chamar atenção do público para os artistas que estão esmagados durante a pandemia.

“A ideia de produzir esse ensaio como forma de protesto veio através do experimento fotográfico proposto pelo fotógrafo João Sequeira e a Maquiadora Camila dos Anjos. Pessoalmente como artista o personagem veio de forma natural e com o experimento as urgências vieram à tona”, conta Alexia.

A “Batom Produções”, produtora a qual a artista é proprietária, conta com duas companhias de teatro e projetos de audiovisuais em andamento, mas desde o início da pandemia não foi possível proporcionar nenhum apoio financeiro a todos os integrantes e suas famílias, muito menos dar continuidade às produções planejadas.

“Como artista, o período de pandemia tem sido desafiador. Vivemos um dia de cada vez e a sensação que temos é um cenário de guerra, onde todos os dias perdemos amigos e espaços culturais”, ressalta a artista.

A falta de apoio e ações efetivas que realmente preservem e forneçam assistência a classe artística durante a pandemia levou milhares de artistas ao desemprego e o cenário é muito triste. Inclusive, podemos citar o fechamento de diversos teatros por todo o Brasil.

“Como forma de ajudar à classe artística que sofreu com a pandemia seria essencial, por exemplo, uma bolsa auxílio para todos os artistas durante todo o período da pandemia, continuidade da Lei Aldir Blanc e aumento do alcance do edital. Além disso, a criação de mais editais de emergências para os artistas deveria ter acontecido. Precisamos agir e proteger nossa cultura e os artistas que fazem tanto pelo entretenimento e arte do nosso país”, finaliza.

Por Emiliano Macedo

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